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Nova versão do mapa das Ciclorrotas

O pessoal do Cebrap atualizou e ampliou (e o Itaú Unibanco mandou imprimir) um novo lote do requisitadíssimo e esgotado Mapa das Ciclorrotas.

São indicados 576 km de rotas para o ciclista urbano, além do sistema de transporte público e pontos de interesse como faculdades, shoppings, cinemas, bicicletarias e estações do Bike Sampa.

Além de toda a região do Centro Expandido, o mapa agora recomenda os melhores caminhos pelo Brooklyn e boa parte da Zona Leste.

Para quem não puder vir retirar uma versão impressa aqui na loja, segue o link em PDF.

Mapa Ciclorrotas

Como amaciar e manter o seu Brooks

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Reprodução do post original datado de 21 de Março de 2009 do nosso antigo Multiply que sairá do ar em breve.

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Por Titio Canna, enviado especial à Inglaterra (Zona Leste)

Você quebrou seu cofrinho, contou todas suas moedinhas e comprou um lindo e clássico selim Brooks.

“Ele é muito bacana, mas ele é duro e não sei como limpar, acho que vou lavar com OMO e passar lustra móveis nele pra ficar bem bonito…”

Hummm…a probabilidade de você destruir o selim em poucos meses fazendo estas presepadas é grande. As principais qualidades dos selins Brooks são conseguidas e mantidas se forem seguidas as regras de amaciamento e manutenção.

“Então tá, eu acabei de comprar, o que eu faço?”

Leia o manual que acompanha o selim.
Lá você encontrará todas as informações necessárias, mas como você NÃO vai ler mesmo, estou escrevendo este texto. Mas eu lhe avisei.

Guarde a chave de tensionamento:
A chave só vai ser usada depois de 1 ou 2 anos de uso, portanto, nem pense em esticar o couro em um selim novo. Para não correr o risco de querer brincar com a chave, guarde-a dentro de sua adega ou no sótão.

Faça o cadastro e validação da garantia:
Ao adquirir seu selim (após alisá-lo e cheirá-lo por algumas horas) faça o cadastro no site da Brooks para validar sua garantia de 2 anos contra defeitos de fabricação. Basta acessar o endereço abaixo:

http://www.brookssaddles.com/en/Shop_Forever.aspx

Embaixo do selim consta um número de 3 dígitos que é o código de série. Vale dizer que a garantia não cobre quedas, ralados, porradas e todo aquele blá-blá-blá.

Na montagem
:
Cheque se seu canote é compatível com o do selim. Alguns canotes de baixa qualidade são fora de medida e podem (e vão) danificar ou entortar os trilhos.

Após montado e ajustado, verifique se o parafuso de aperto não fica muito alto como na foto:

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E também deve doer se este parafuso pegar na sua bunda…

Com o peso do ciclista ele se movimenta e poderá encostar no couro. Se isto acontecer, adeus selim. Simplesmente abra a mão, troque de canote e desta vez compre um decente.

Amaciamento:
O segredo para amaciar seu Brooks: usá-lo.

O selim quando novo é duro e parece meio desconfortável, mas com poucos dias de uso já amolece, fica maleável e você verá do que ele é capaz. Mas nem de perto estará no seu máximo de conforto que só será alcançado com mais tempo de uso. Relatos de usuários citam uma média de 800 milhas para total “quebra” e modelagem do couro, mas isso pode variar dependendo de vários outros fatores.

A cera Brooks Proofide ajuda e muito o amaciamento, pois mantém o couro hidratado e “amolecido”, diminuindo o tempo para se chegar no formato ideal.
Há algumas maneiras de amaciá-lo mais rapidamente mas nenhuma é recomendada pelo fabricante. Dar um banho de óleo de motor, molhar e colocar no forno, benzer, passar maionese, etc…se quiser arriscar, faça aquela pesquisa básica no Google e assuma o risco, sabendo que a garantia não cobre os efeitos colaterais destas invenções birutas.

Se você NÃO tem paciência para esperar o couro amaciar, adquira algum modelo da linha “aged“: ele já é amaciado na fábrica e o conforto desde o primeiro dia é garantido.

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Algum inglês ficou meses sentado neste selim para torná-lo “aged”

Devidamente amaciado, você deverá usar seu selim na mesma bicicleta ou alguma que tenha a mesma postura (ereta, semi deitada, etc). Se você for trocar de bicicleta é imprescindível que elas sejam do mesmo tipo e posição do ciclista, para não alterar o modo como seu corpo apóia e deformar o selim já moldado.

Nota da redação: se você tem o costume de usar a carteira no bolso de trás, comece a guardá-la na mochila, por motivos óbvios.

Manutenção:
Para limpeza e manutenção do couro é recomendado a cera Proofide da própria Brooks. Aplique-a com uma esponja ou com os dedos e deixe agir até a manhã seguinte, depois faça o polimento com uma flanela. Este procedimento deverá ser feito em torno de 4 vezes ao ano. Nada mais que isso se você não usar em condições adversas que pedem maior número de aplicações.

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Experimente também no pão
Se seu selim molhar (seu idiota!!!!!) deixe-o secar totalmente, de preferência colocando-o alguns minutos no sol. Depois aplique uma camada de cera Proofide e aguarde mais ou menos uma hora e finalmente dê o polimento. Mas saiba que molhar o selim diminui sua vida útil portanto compre um pára-lamas.

Uma dica interessante é aplicar a cera Proofide na parte de baixo do couro, assim ele vai repelir a água da chuva e encharcar muito menos.

Com o tempo é natural que o couro laceie e fique mais mole que o desejado. Para resolver este problema use a chave de tensionamento que acompanha o produto para esticá-lo, mas dêno máximo 1/4 de volta na porca. Ouviu? UM QUARTO DE VOLTA NA CHAVE, pois se esticar muito você vai estourar imediatamente o couro ou no mínimo rachá-lo.

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A chave que deverá ser guardada e talvez esquecida.

Basicamente, é isso. Nem é tão difícil tratar de seu selim para que dure muuuuuuuuuitos anos, basta cuidar dele com o mesmo carinho em que foi feito à mão na Inglaterra. Pare de fumar e beber que talvez você viva o tempo suficiente para acabar com um selim Brooks.

Compilação do nosso F.A.Q.

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1 – Eu posso montar minha bicicleta em casa? Não quero pagar para uma bicicletaria fazer.

Sim, pode, da mesma forma que você pode desmontar sua Fiat 147 para limpar os pistões com uma flanela desde que saiba o que está fazendo. Saiba que são necessárias algumas ferramentas específicas para montar uma bicicleta ou para desmontar sua 147.

2 – Posso montar a roda dianteira com raiação radial? Ou com 12 raio tipo as SHAMAU?

Pode, na sua casa em cima da mesa da cozinha. Este tipo de raiação é o mais frágil e o mais DURO de se andar de todas as possíveis e dá muito problema quando se usa na rua. E as Campagnolo Shamal são rodas que foram projetadas com este número de raios e para uso em piso liso, liso.

3 – Eu quero um par de rodas Aerospoke e pagar barato mas ela é leve? Quebra?

Ela não é leve, é aerodinâmica, pois o nome não é LIGHTSPOKE. O carbono só quebra quando se passa em buracos ou perto deles, mesmo longe ou muito longe.

4 – Você tem um selim TIPO Brooks mas que seja barato? Tipo uns 30 paus?

Sim, temos, ele é tipo Brooks só que é diferente, é feito em plástico, borracha e espuma e é todo preto, não é de couro, não se molda, nem é confortável, nem bonito, nem durável, e tirando o fato que é feito no Camboja, o resto é igual.

5 – Qual é o tamanho de quadro ideal para mim? Mas não gosto de quadro grandão/pequeno.

E o ideal para mim? Dê sua sugestão. Fico bem neste 52cm? Tamanho de quadro só se mede uma vez na vida e se decora este número, existem milhares de maneiras de medir seu tamanho de quadro ideal. Tamanho não se escolhe, é seu corpo que diz que tamanho você deve usar.

6 – Quero uma bike que além de mim minha mina possa usar também. Eu tenho 1,98 de altura e ela 1,44, qual é o ideal que dê pros dois?

O ideal é uma bicicleta tamanho 48cm que servirá perfeitamente nela e uma serra de arco pra cortar suas pernas e braços para ficar na medida.

7 – Meu cubo espanou, dei um skid e pá, girou! Posso trocar na garantia?

Pode, desde que você consiga provar a frequência com que você checa e aperta o pinhão e lockring. Nunca vi um torno chinês automático que produz 287 milhões de roscas por hora fazer uma rosca errada que espane em um skid. Compre uma chave de pinhão/lockring e CUIDE de sua bicicleta ao invés de trocar de cubo toda semana.

8 – Queria uma bike limpa, minimalista, tipo aquelas dos Estado Unido mas não tenho a manha de andar sem freio. Dá para esconder os manetes, os freios e os cabos?

Dá para esconder os freios na sua mala, mochila ou pochete e colocar só quando precisar frear.

9 – Quero uma bike fixa mas pego muita subida, dá pra colocar marchas, tipo escondido nela?

Dá sim, inclusive dá para colocar um motor escondido para ficar ainda mais fácil nas subidas.

10 –  Dizcolei um quadro da hora pá montar fixa só que as gancheiras são verticais, posso botar um esticador de corrente?

Sim, pode colocar um tensionador, mas não vai funcionar para nada e ele vai explodir em poucos metros; mas pelo menos eu diminuo meu estoque de tensionadores que tá lotado.

11 – Por que no Brasil as peças são tão caras? Um absurdo, o governo tem que fazer algo! No Ebay é mais barato só que a peça tá na Polônia.

Realmente são caras pois o imposto aqui é alto pra caralho e o governo deveria fazer algo, mas talvez primeiro deva se preocupar com a saúde pública e com as escolas. E se no Ebay é tão barato, pega um busão até a Polônia e retire com o vendedor, assim você não paga imposto nem toma um chapéu no pagamento e recebe um tijolo. Aproveita e leva uns melões e abacaxis pra vender que lá custam uma nota e aqui tem na pra vender na esquina.

Como montar sua bicicleta de roda fixa

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Por Mário Canna

Guia prático NÃO ilustrado para qualquer pessoa fazer, mesmo para um completo idiota

Passo a passo deste guia:

1 – Consulte antes o site do Sheldon Brown na internet, é muito fácil de achar no Google.

2 – Entenda o que Ele escreve no site; se não souber ler em inglês use o Google tradutor.

3 – Escolha suas peças e qualquer dúvida pesquise no site do Sheldon Brown detalhadamente.

4 – Leia o texto abaixo somente depois das etapas acima.

5 – Seja feliz e acredite na paz mundial.

Introdução – Por que você quer uma bicicleta de roda fixa?

Se você andou se perguntando:

É legal andar nisso? É, sempre é.

Tá na moda? Talvez. Mas talvez no Texas não seja mais.

Faz bem para saúde? Talvez. Ou talvez seja péssimo.

É fácil de manutenção? Talvez seja. Mas talvez seja muito difícil.

É barato para montar? Se for um lixo de bicicleta, é.

Compile estas perguntas e saiba porque razão você quer uma bicicleta de roda fixa e escreva num papel e guarde bem.

Capítulo 1, quadro e componentes principais, item a item:

Quadro:

Você pode usar qualquer tipo de quadro, seja de alumínio, aço, cromoly, carbono, madeira, bambú, plástico, papel; pode ser de estrada, mountain bike, infantil…o problema é seu. Mas o que ele precisa ter é uma gancheira HORIZONTAL ou SEMI Horizontal, ou seja, onde a roda traseira é encaixada deve ter a aparência de uma letra “C” para a frente da bike (semi horizontal) ou um “C” para a traseira da bike (gancheira de pista).

Se sua bike tem uma gancheira que parece um rasgo vertical e não se pode mover a roda HORIZONTALMENTE, não será possível TENSIONAR A CORRENTE. Isso dificulta impede a montagem de uma fixa, pois a corrente tem que ser tensionada corretamente.

Existem movimentos centrais ou cubos traseiros excêntricos que resolvem este problema, mas custam MUITO caro e é melhor gastar esta grana num quadro decente; e em alguns casos, pode-se conseguir a relação de “magic gear” em que a combinação correta de coroa X pinhão X tamanho da corrente dá um tensionamento razoável. Para descobrir isso, você deve no conforto de seu lar, pegar uma trena e pesquisar no Google como fazer as medições e calcular a relação ideal e assim sair para comprar as peças. E saiba que você não poderá mudar esta relação de marchas, o que vier é o que terá.

Movimento central

É aquela peça que fica dentro do quadro e tem duas pontas que se encaixam os pedivelas.

Padrão do MC:

É o tamanho e padrão de rosca que deverá ser igual ao de seu quadro e pode ser Inglês, italiano ou Francês: inglês é o mais comum (medida da rosca 1.37/1.375″ x 24 tpi – 34.8/34.9 x 1.06 mm) o italiano também é fácil achar (medida da rosca 36 mm X 24 tpi  – 1.417″ x 1.06 mm) e o francês ESQUEÇA, está obsoleta, compre no Ebay. Também existem outros padrões bizarros e NÃO há peças desta medida em nossa loja. Se quiser, visite o site do Sheldon Brown e ele explica tudo em TABELAS.

Um caso a parte são as bicicletas de movimento central do tipo sueco, ou “monobloco” como as Monarks 10. Lá não tem rosca e tudo é encaixado de uma maneira muito bizarra e antiquada que só um sueco que ANDA DE VOLVO acha bom. Este sistema NÃO FUNCIONA BEM COM RODA-FIXA, pois dá folga, solta-se com facilidade e não dá um bom chainline. Se quiser fazer, compre um “movimento central transformer” e NÃO encha o meu saco se não ficar bom, pois não fica.

Largura do eixo:

Você precisa saber a largura do eixo que será adequada a um perfeito “chainline” ou seja, o correto alinhamento da corrente entre a coroa e o pinhão. Esta medida varia de quadro para quadro, cubo traseiro utilizado e sem fazer medições precisas e chatas eu não saberei lhe dizer qual é a ideal, não me pergunte isso por favor.  Se você comprou um quadro finlandês no Ebay, você terá que descobrir por si só, não adianta me enviar fotos por email. Se quiser, visite o site do Sheldon Brown e ele explica tudo em TABELAS.

NA MAIORIA DOS CASOS os MCs são de medida 110mm, 111mm e 113mm, e nas Caloi 10 e Peugeots o ideal é o 110mm.

Pedivela

É aquele negócio redondo cheio de dentes em que se encaixa a corrente na frente da bicicleta.

Tamanho do braço:

É o tamanho do “cano” que segura o pedal – normalmente é de 165mm ou 170mm. Não se iluda em comprar um pedivela “165” achando que seu pedal não baterá no chão, pois 5 MILÍMETROS É MUITO POUCO e só será importante no velódromo ou se você tiver as pernas curtas. De resto, não serve para nada esta diferença.

BCD ou bolt circle diameter:

É o padrão dos parafusos que prendem a coroa no braço do pedivela. Esta medida se dá medindo-se a distância entre os parafusos e os mais usados são os 110 BCD (padrão de BMX ou estrada compacto)  130 BCD (padrão de estrada Shimano) ou 144 BCD (padrão de pista). Se quiser, visite o site do Sheldon Brown e ele explica tudo em TABELAS.

Corrente

As correntes para roda fixa são as mesmas usadas em bicicletas de marcha única, ou seja, são diferentes das usadas em bicicletas com câmbio. Elas poderão ser de 2 medidas: 1 1/8” de polegada, a chamada de “grossa” ou a de 1 3/32” de polegada, a chamada “fina”. Ambas tem a mesma resistência mas a “fina” é alguns gramas mais leve mas mesmo assim a mais utilizada é a  “grossa”.

Existem as correntes de “meio elo” que são usadas em caso onde a gancheira é curta e não há espaço para tensionar a corrente corretamente. Só as use quando for realmente necessário pois elas são naturalmente mais “folgadas” pois tem uma resistência a torção lateral muito pequena.

Caixa de direção:

A caixa de direção é aquele troço com uns anéis que segura o garfo no quadro e pode ser de 2 medidas principais: standard (1” uma polegada) ou oversized (1 3/8” uma polegada e três oitavos) com rosca ou sem rosca. Qualquer medida fora estas acima é antiga e bizarra ou é coisa moderna que inventaram para arrancar seu dinheiro.

Garfo:

O garfo é aquele espeto de 2 pés que segura sua roda dianteira e poderá ser de duas medidas: standard (1” uma polegada) ou oversized (1 3/8” uma polegada e três oitavos) com rosca ou sem rosca.

Se o seu garfo TEM rosca, é possível colocar uma caixa SEM ROSCA (treadless) sem problemas; se o seu garfo NÃO TEM rosca NÃO é possível colocar uma caixa com rosca, por motivos óbvios. Se quiser, visite o site do Sheldon Brown e ele explica tudo em TABELAS.

Mesa:

É aquela peça que prende o guidão na bicicleta e pode ser de dois tipos: quill, (peça inteira que vai pr dentro do garfo) para garfos standard ou oversized. A ahead-set, (aquela feita com um monte de parafusos allens para fora) para garfos standard ou oversized.

Para montar uma mesa QUILL num garfo SEM ROSCA é necessário rosquear o garfo e trocar a caixa por uma de rosca; para colocar uma mesa AHEAD-SET num garfo COM ROSCA é necessário comprar um adaptador de mesa aheadset, na medida interna da espiga de seu garfo (21.1mm, 22.2mm ou 25.4mm).

Tamanhos: a mesa tem um comprimento, ou seja, o quanto ela leva o guidão para frente; nós não temos a menor idéia do tamanho ideal para você, tente descobrir medindo o tamanho total entre o selim e o guidão de alguma bike que gosta de algum amigo seu. Se quiser, visite o site do Sheldon Brown e ele explica tudo em TABELAS.

Guidão:

É aquele ferro que você segura na bicicleta – os tipos mais usados em fixas são:

Flat bar, guidão reto -É ágil, fácil de andar no trânsito e pouco confortável.

Rise bar, guidão curvo – É ágil e com bom nível de conforto, pode ser mais alto ou mais baixo de acordo com seu gosto pessoal.

Bullhorn – é ágil, muito bom nas subidas e oferece duas posições de pega, mas nem todos manetes de freio entram nele.

Drop de estrada, “guidão igual o Caloi 10” – é bonito mas na cidade se usa muito pouco todas suas posições e poucos manetes de freio entram nele. Até que oferece um bom nível de conforto e estilo.

Drop de pista, guidão curvo de velódromo – é ótimo no velódromo e péssimo na cidade, e NÃO foi feito para uso com freios, portanto poucos manetes entram neste guidão. Não espere nenhum conforto neste guidão. Se quiser, visite o site do Sheldon Brown e ele explica tudo em TABELAS.

Relação de marchas

A relação de marchas é a combinação de dentes entre o pinhão e a coroa, que de acordo com os dentes deles será mais PESADA (mais difícil de sair, mas mais veloz nas retas) ou LEVE (mais fácil de sair ou subir ladeiras mas que fica girando muito nas retas).

Não existe a MELHOR RELAÇÃO ou a relação IDEAL, isto é uma coisa pessoal e portanto você deverá ESCOLHER a sua relação em razão de seu PERFIL DE PEDALADA, ESTADO DE SAÚDE, NÍVEL DE USO DE DROGAS, TOPOGRAFIA  DA REGIÃO ONDE PEDALA, etc. As mais usadas são as 44X18, 44X17, 44X16, 46X18 e 46X17 (dentes da coroa X dentes do pinhão). Se quiser, visite o site do Sheldon Brown e ele explica tudo em TABELAS.

Freios

Os freios são aqueles bracinhos que você aperta e a bicicleta freia; muitos fixeiros acham que podem fazer o que os gringos fazem aqui em São Paulo e não usam freios, bingo! Se você quer andar sem freios, vá em frente, ninguém liga a mínima se você se matar e isso é de sua total responsabilidade. Mas há maneiras de freiar uma bicicleta fixa sem o uso dos freios tradicionais e estas manobras se chamam SKID e SKIP, e com treino se tornam manobras muito funcionais. Faça uma busca na internet e verá vídeos ensinando a fazê-los, por favor não me pergunte “como é que se dá skid” . Se quiser, visite o site do Sheldon Brown e ele explica tudo em TABELAS.

Firma pés

São cintas e outros aparatos que prendem seus pés no pedal e isso é importante numa roda-fixa. Os modelos mais usados são os de CINTAS DE VELCRO e pedal plataforma, onde se tem mais conforto; ou os de armação de aço ou nylon e fitas de nylon reguláveis em pedais tradicionais, que são mais fáceis de usar mas alguns acham desconfortáveis pois apertam os dedos.

Não é recomendado o uso de cintas de velcro em pedais tradicionais pois não há apoio suficiente nos pedais e tampouco é possível colocar firma pés de armação de aço em pedais plataforma pois não há furação. Cada pedal no seu firma pé. Se quiser, visite o site do Sheldon Brown e ele explica tudo em TABELAS.

Pneus

É aquela borracha que vai na roda e fica encostada no chão.

Existem milhares de medidas de aros e larguras de pneus, de diferentes padrões e épocas então não tente entender as medidas  – elas são normalmente gravadas em polegadas e as medidas ISO, em milímetros. Saiba apenas que 26” é MENOR que 700C  e 650C é maior que 26″ e não são intercambiáveis – a maioria das bicicletas de roda fixa usa a medida 700C. Se quiser, visite o site do Sheldon Brown e ele explica tudo em TABELAS.

Quanto à largura, quanto mais fino o pneu menos confortável será a bike, mas sua resistência à rolagem será menor. Portanto, para uso urbano, recomendamos um pneu de medida de 700X28C ou maior.

Se você der muitos skids seu pneu vai se desintegrar em poucos dias, seja ele um pneu chinês de R$ 30,00 ou um fucking-master-blaster pneu de R$ 500,00 pois NÃO HÁ NADA QUE CONSIGA RESOLVER O ATRITO DO PNEU ARRASTANTO O PESO DE SUA BUNDA GORDA NO ASFALTO ÁSPERO. Use freios e economize os pneus.

Capítulo final – Peças coloridas

Eu pessoalmente acho isso um saco. Pneus coloridos até vai bem, dá um charme, mas ele fica sujo e imprestável em poucas horas, saiba disso.

Imagine quantas peças uma bicicletaria tem que manter em estoque, de todas as cores imagináveis, fora os tons “pastel” que você viu numa ilustração, para oferecer uma bicicleta “com todas as péça colorida”. Não temos peças de outras cores senão PRETO ou ALUMÍNIO POLIDO, salvo raras exceções como algumas brancas. Seja macho, e todo macho sabe que cor é preto ou alumínio CRU e não se fala mais nisso. Se faz questão de peças coloridas e não faz a menor questão se ela é durável e confiável, compre em algum site gringo.

Sandrão vai de Velorbis

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Mais um joinha!

Sandro de Scrap Deluxe

Sandro de Scrap Deluxe

Nosso mestre Sheldon Brown

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Sheldon Brown

Sheldon Brown

Dá pra ser mais figura que isso? Vivas ao nosso mestre Sheldon Brown!

Tem espaço na VAN

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Campyvan

Campyvan

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